Quinta-feira, Junho 25, 2009

GABIRU, SEU ANIMAL!!!!

INJÚRIA QUALIFICADA, art. 140, parágrafo terceiro, foi o que Delegado achou que cabe a Maxi Lopez[acho :p]. Eu iria mais pelo parágrafo primeiro, onde o Juizao pode deixar de aplicar a pena :

I - quando o ofendido, de forma reprovável, provocou diretamente a injúria;

II - no caso de retorsão imediata, que consista em outra injúria.

MAS, VÉIO, ESCREVER RAsCISMO É FODA! De onde veio isso? Como posso reclamar dos animais da mídia se eu mesmo sou um? A única mentira que me vem é dizer que foi para confundir racista com fascista, mas misturar o que aconteceu quarta-feira com o crime onde o indivíduo é impedido de utilizar um direito por discriminacao racial foi errado, embora esteja até assumindo que os dois estavam se xingando; alguém viu o jogo? Tava calminho, fair play total, ou era jogo de Libertadores? Todo mundo se xingando, se batendo e UMA PALAVRA MUDA TUDO? Como assim? Quem poderia impedir Elicarlos de exercer seu futebol por algum motivo injusto seria o árbitro [ou seu técnico, Adílson, ao nao escalá-lo por ser negro], nada disso aconteceu. Maxi Lopez nao o impediu de fazer nada, nao utilizou-se de um comportamento abusivo, injusto, desproporcional, o que seja [caramba, se o arrentino, num lance maldoso com fratura exposta, ainda fala para Elicarlos "quebra essa perna seu macaco nojento, volte pra África de ambulancia" aí eu concordo que seria o caso de uma jaulazinha para ele ver quem é mesmo o tal macaco. Mas nao foi beeem assim, né? No meio de uma disputa como a de ontem, se um dos uniformizados alega que nao xinga ninguém, nao faz falta, nao usa o cotovelo, nao puxa a camisa, nao segura na hora do escanteio, nao reclama do árbitro, nem assim pode reclamar que foi xingado de macaco como se fosse uma coisa totalmente aa parte do jogo.

Quarta-feira, Junho 24, 2009

ei, mas nao vale xingar a mae...

AINDA NAO OLHEI O QUE DEU no Mineirao, se o volante do Cruzeiro, Elicarlos, procurou mesmo a Polícia para prender Maxi Lopez, arrentino natural do Rio grande, ou Gaucho de Arrentina, sei lá eu, mas porra, futebol - e principalmente o profissional - é feito de xingamentos, marcacao dura, intimidacao para escrever a palavra correta [embora escrita de maneira errada, sem til ou cedilha]. Basicamente, se voce nao fizer isso está mais atrapalhando do que ajudando a sua equipe, isso nao somente para a galera da marcacao. Quando o cara é MUITO craque, geralmente nao dá uma corridazinha pra marcar, vide Rivaldo, Ronaldos, Romário, e por aí vai [estranho, todos sao brasileiros], mas compensa no ataque, afinal, se o cara nao corre e continua titular, deve ter algum motivo, nao? Lembram a torcida do Barcelona pedindo para Romário ir aas baladas? Pois é, mas excecao é excecao, oras, vai um caneludo fazer isso. O que nao posso negar é que, ao ver Carlitos Tevez - que joga PRA CARALHO - dando carrinho na lateral do campo de defesa eu me empolgo e é [também] por isso que o Jorge Henrique é titular do Corinthians. Fato: essa coisa de que o craque precisa se 'poupar' só para os lances cruciais é balela se considerarmos nível de preparacao física que existe hoje.

VOLTANDO AO PRINCIPAL, UM PORÉM É QUE, NO BRASIL, o racismo é mais que um xingamento, mais que um tapa na cara, até. Resumindo, quando Maxi saiu dizendo, que tava tudo tranquilo, que era coisa de jogo - como É, escreva-se com justica - deveria era puxar o carro do Mineirao para nao ser preso, procurar advogado e tals, pois nem fianca tem o crime de rascismo. Nao sei se ele sabe, mas nao dá para discutir a lei na hora em que voce é preso, e provavelmente o cara nem sabe a gravidade [LEGAL] do que fez.

*ELICARLOS NAO LEVOU ADIANTE a pretensao de punir o Arrentino pelo xingamento. Inclusive, lembram do Grafite, que quando jogava pelos bambis se envolveu em controvérsia semelhante? Hoje ELE se arrepende do que fez. Que tal essa estatística? E se zagueiro/volante do meu time jogar como uma moca de família quero mais é que ele vá para a puta que o pariu. Ou para o clube rival, dá no mesmo. E o Mano Menezes ter 'sacaneado' o interino dos bambis? Mesma coisa, calor do jogo, voce precisa diminuir o rendimento do adversário, voce e PROFISSIONALMENTE obrigado a vencer [olha, nao vale argumentar que a caixa-preta seria, por minha lógica, válida, embora, QUE ABSURDO, seja PENALMENTE menos importante que um xingamento racista dentro de campo - imagina só: escanteio contra, voce é órfao, desesperado pela mae morta e o zagueirao de dois metros, que subiu ao ataque, te xinga de FDP. Nao satisfeito, te dá um tapa na cara e, em seguida, se joga. O juiz, comprado, assiste a tudo, te expulsa e marca penalti. Daí voce chama o imbecil de 'nego safado' e quem vai preso é voce. Tem algum sentido? Pelamordedeus, isso NAO é uma defesa de qualquer espécie de racismo].

**corrigindo, Elicarlos nao voltou atrás

Quinta-feira, Junho 04, 2009

PELA LIMPEZA DO MUNDO VIRTUAL

FUTEBOL DE NOVO. Estou um mês sem internet, meu HP foi ao Recife e, depois de algumas semanas, voltou com um problema novo. Que merda. Enfim, nem em lan houses, casas de amigos ou no trampo tenho acessado. Não estou devidamente inserido digitalmente a ponto do fato causar algum estrago em minha vida, ao contrário, o que se pode extrair é que estou poluindo menos o espaço virtual. Mas vou utilizar minha cota de emissão de carbono virtual e qual o tema mais irrelevante e menos objetivo? Futebol. Então, para piorar um pouco as coisas, lá vai futebol de novo.

PRIMEIRO UMA DÚVIDA: fora a parte 'por baixo dos panos' da coisa toda, para quê servem os sorteios da Copa do Brasil? Muito mais lógico seria um sistema semelhante ao da Copa Davis, onde o sorteio é necessário uma vez somente, quando as equipes nunca disputaram partidas. Após essa primeira definição, nos próximos confrontos, inverte-se o mando no embate seguinte. Mais prático e não tem problema com 'a menina dos olhos' da CBF que é times de primeira grandeza jogando contra fubecas, com a primeira partida na casa do fubeca. Ué, não há sorteio mesmo nessas fases, pode ficar instituído que esses times jogarão a primeira em casa e, se não perderem de muito, viajarão à casa do adversário. Não haverá, a princípio, muita dificuldade nesse sentido, pois há um grande rodízio entre os participantes da primeira rodada da Copa do Brasil e o sistema de inverter os mandos em disputas subseqüentes não precisará ser 'quebrado'*, o que acabaria com os desnecessários 'espetáculos' montados para os sorteios, rodadas após rodas e para todos os jogos.

AGORA UMA CONSTATAÇÃO, também derivada da Copa do Brasil, mas que diz respeito à transmissão: a ESPN está mostrando o potencial que tem para transmitir jogos, falta 'somente' a grana para comprar os campeonatos. Os locutores e comentadores não são tão chatos quanto os da Vênus Platinada, além da eliminação do inutilíssimo 'especialista em arbitragem', que acaba virando pitaqueiro, além de somente falar baseado em replays e mais replays. Grande bosta. Eu voltaria ao ponto de que a Globo deveria ter um canal só para o Projac, outro para esportes, outro para jornalismo... mas é viagem minha, isso implicaria em dar um tiro no próprio pé na parte da trasmissão à cabo, pois, na prática, é assim que encontramos a Globo na Directv. Mas se a ESPN pudesse 'abrir' sua transmissão, e adotar um modelo parecido com o que a Bandeirantes almejava fazer quando era 'o canal do esporte'...

*um segundo amigo que dá umas roídas por aqui, ruminou: "mas porra, essa idéia nem rola, como vc mesmo escreveu há um alto rodízio entre os clubes, irao continuar os sorteios a todo o tempo". Pondero: a Copa do Brasil vem de 1989. De lá para cá, quantos dos 'times grandes' - expressaozinha mal-feita, hein? Nao é um clube, uma associacao, é um time?, enquanto os GRANDES primam por serem mais que um simples time... - nao participaram? Quantos nao enfrentaram bem uns outro tres dos grandes e tantoutros dos intermediários [grandes: quatro no RJ e em SP, dois em RS e MG; PR, BA, PE possuem os intermediários, podendo rolar uns Goiás, umas Portuguesas, instituicoes 'perigosas-mas-sem-torcida/tradicao-em-títulos' - porra, Gabiru, todo mundo usa 'time'!, pára de ser chato]? A essa altura os sorteios seriam esparsos, mais para os jogos dos 'times pequenos', justamente os que fazem as primeiras rodadas, pegam umas rendinhas e tchau. Uma surpresa ou outra é somente uma surpresa, oras. E, se comecar agora, em 2010, me diz em 2020 como estará que agente conversa [se houver a tal Copa do Brasil até lá].

Sexta-feira, Abril 17, 2009

ALAGOU AS TERRAS DO MEU CORAÇÃO

UMA RELEITURA DOS DOIS ÚLTIMOS POSTADOS me fez compreender que posso ter sido dúbio quanto ao 'rat in the cage'. Não quis afirmar que a sociedade alagoana seria minha 'prisão', e, sim, que eu mesmo estou lutando para me libertar de alguns preconceitos contra o aspecto liberal da filosofia econômica [ou filosófico do liberalismo econômico] ainda que venha tentando me insurgir contra marxismos ou direitismos estatais [praticamente as duas únicas correntes que existem porraqui]. Se é fato que a política daqui é corrompidíssima, a ponto de a única alternativa - para quem vota, o que não tem sido meu caso: quase sempre tenho justificado meus votos - ser Heloísa Helena, isso não me impede de ser liberal, ou tentar sê-lo. A gaiola em questão está em minha própria cabecinha chata de gabiru.

Terça-feira, Abril 14, 2009

DESPITE ALL MY RAGE

I AM STILL JUST A RAT IN A CAGE. É mais ou menos o sentido do anterior postado. Uma coisa é alterar leis, outra alterar pessoas [bem, admito que a intenção dos legisladores tem parecido essa, mas a leis, na verdade, devem partir do princípio de que as pessoas não mudam].

*** Á, READICIONEI sub-título ao blogue. É que mudo-o muito e aproveito para dar uma justificada. Calhou de o sub meio que encaixar na conversa, poupando-me um trabalho que ainda assim é contabilizado. Talvez um significante traço de minha personalidade?

Segunda-feira, Abril 13, 2009

É ALAGOAS COMPATÍVEL COM O LIBERALISMO?

QUANDO LEIO algo nesse sentido, fico temeroso, tenho arrepios em pensar em reformas liberais, anarco-capitalistas, ou outras que envolvam um estado com E minísculo e Indivíduo com I maiúsculo. Concordo plenamente que são alternativas que podem levar ao tal do free-world, não é o fato em si que levo em consideração na minha fobia, mas, sabem, não consigo ver a aplicação correr como desejamos os liberais [é um pouco disparatado declarar-me liberal, mas faço para tomar partido, para que seja entendido o meu lado] sem reformas no campo - PENAL [okay, as reformas são em tudo que é campo, mas tem uma parte malévola da atual política que não larga o osso tão facilmente. A solução é: CADEIA NELES! E não é só aumentar as espécies de tipos penais, mas o rigor das penas mesmas, sua aplicação e cumprimento, a verificação da reincidência - caramba gabiru, está parecendo 'repórter' de 'jornal' policial].

INCIATIVAS LIBERAIS fazem muito mais sentido em lugares DECENTES, onde as [primeiras/ principais] iniciativas não possuam aquela velha intenção do lucro fácil, rápido, mafioso E impune. E, se tiverem, serão devidamente punidas, seja por leis, seja através da soberania do consumidor, que poderá optar por outros 'fornecedores'. Porém, claro, locais indecentes são os que mais precisam de medidas liberais, até para que exista a possibilidade de o consumidor [ou cidadão] ser esse soberano, como demanda a lei do livre mercado. Como conciliar as duas coisas? Simples, vamos colocar a máfia na jaula. Mafiosos existem em todo lugar, mas MORO EM ALAGOAS. Aqui os principais mafiosos são 'pessoas de bem', 'autoridades'. Livre concorrência? Não tão livre, meus caros, mesmo com menor interferência do estado, esses particulares disporão de verdadeiros exércitos para exercerem sua influência nem um pouco liberal [vide capitalismo de comparsas, ou de compadrio]. Mas é de se concordar que a livre iniciativa existirá, ao menos potencialmente, enquanto que, sem essas reformas, nem em sonho, já que o Estado teria que dar seu necessário aval, e esse está na mão dos calhordas, as decisões políticas não são vistas pejorativamente à toa, sabemos da promiscuidade dos políticos DE SUCESSO [dá um dó liberais defendendo o DEM e o PSDB. Parece que o bastão da ética e da salvação-do-país-de-uma-maneira-geral saiu da mão do PT e foi para eles; menos pior não quer dizer bom, diria outro mais sensato].

A IDÉIA E ESSA: um grande aliado contra esse compadrio escuso é o rigor do sistema penal. E, já sistema, por não ser só a letra da lei que precisa mudar, a sua aplicação também, ou o sul-maravilha reclamará para sempre que 'carrega' o nordeste nas costas [enquanto em brasília o valor dado ao nosso sotaque é bem outro...].

Quinta-feira, Abril 02, 2009

BOLÍVIA 6 X 1 ARRENTINA...

FODA-SE o resto. Aquecimento global? Morte do [neo]liberalismo? Que nada, futebol!! Dizem que chegaram para o Maradona: "quer chá?"; e ele: "qual é essa de chá?, tá me tirando?"; e, em vez de chá de coca, tomou chocolate de coca...

Sábado, Março 28, 2009

BINGO!

MUITAS COISAS ÓBVIAS, ditas com clareza [como é a praxis do autor; aliás vou logo explicando: adoro subverter palavras teístas ou comunas em contextos ateístas e liberais. Subverter, praxis, são exemplos de palavras que os camaradas revolucionários tanto adoram - e que não me abstenho de utilizar; outras do contexto católico também são um convite à ironia; ate o 'graças a deus' cabe em um escárnio].

DOU UM TIRO NO PÉ, mas acredito que falar de coisas óbvias com clareza é bem melhor do que de coisas não-tão-claras de maneira rebuscada, embora seja mais difícil e menos 'convincente'.

[Mais uma, do mesmo cara. Salsicha para presidente!!!! Aliás, como fazermos um 'partido dos liberais'?]

Segunda-feira, Março 23, 2009

EU, HEIN?

TIPO, VOCÊ PERDEU UM ENTE QUERIDO. Digamos que tenha sido uma filha, criança ainda, assassinada pelo próprio pai e por uma madrasta que te odeia; o cenário é desagradável, quem sabe quantos anos levará para superar tal evento, o que, talvez, nunca aconteça realmente, pois sempre haverá um comentário, uma lembrança, que trará aquele amargor, aquela dor que, no máximo, ficará adormecida. Outro exemplo: minha avó perdeu um filho, que tinha seis anos, em um erro médico numa cirurgia para tirar um sinal. O filho era uma criança, morreu inesperadamente (cirurgia, anestesia, trazem sempre uma possibilidade nefasta, mas um caso corriqueiro como tirar um sinal não ilustra tão facilmente isso, afinal, quem diabos iria entrar na faca para tirar um sinalzinho se achasse que poderia realmente morrer?), minha avó nunca assimilou bem a coisa, não gostava sequer que fosse comentado o episódio. Enfim, acontece, é uma lástima.

VOLTANDO AO PRIMEIRO EXEMPLO, e se a tal mãe, além da dificuldade normal para esquecer a tragédia, continuar morando no mesmo local, conservá-lo da mesma maneira, com os pertences da filha por todo o lugar, inclusive - essa parte me dá calafrios - guardando as roupinhas da filha junto com as dela, lado a lado, dividindo o espaço no guarda-roupa, os desenhos, os trabalhinhos da escola, TUDO. Há estórias de que os pais conservam o quarto do filho morto, mas, e se, no nosso exemplo, mãe e filha dividiam o mesmo quarto? Resumindo, a vida em casa tornar-se-á insuportável, em qualquer local haverá a lembrança, nem o sono será reparador (talvez, vamos supor, dividissem a cama. Como adormecer assim? É isso o que me deixa estupefato, não há sequer um lugar para o esquecer, o repousar)

NÃO SEI BEM o que queria concluir com tudo isso, mas foi algo que me inquietou na noite de ontem, esse total desprendimento de uma vida emocionalmente saudável* aliado a uma necessidade de se reerguer, de minimizar a dor. É como tentar curar uma fratura levantando peso, recebendo pancadas: não vai rolar nunca. Espero que, se um ano não foi o suficiente para uma cicatrizaçãozinha que seja, que as coisas melhorem com o decorrer de mais algum tempo, voltem a um ponto saudável um dia. Mas, do jeito que está, dificilmente ocorrerá algo de positivo a essa mãe. É impraticável.
involuntário, é verdade, mas, poxa, não há alguém próximo que perceba isso? Esse fato foi veiculado em cadeia nacional, todo mundo ficou com pena e ninguém percebeu que o troço está ficando - sick?

Quarta-feira, Março 18, 2009

O SEGREDO DE GARRINCHA!!!!! *

TÃO VENDO as pernas de Garrincha, tortas para a esquerda [no caso a sua direita, imbecil]? É esse o segredo! Para quem olha, Garrincha aparenta fugir para a direita - e isso sem gingar nem nada, avalie gingando. Daí, por mais que digam "ei, ele só dribla para um lado", a todo momento, antes de ser driblado, você vê o caboclo partindo para a esquerda... mas, na hora agá, quem tá de fora vê muito bem, ele, realmente, dribla para a direita. Imarcável, invendável e imprestável!

*** OKAY, MUDAMOS A FOTO. As pernas de Garrincha são tortas para o lado de dentro [ele foi ponta-direita, então o lado 'de dentro', ou o do corredor para a linha-de-fundo, é para a direita mesmo, que é para onde ele driblava váaaaarias vezes, segundo o folclore maracanástico. Tem umas cenas de Gérson, o marrento-malandrão daquela lei, no Framengo, marcando Garrincha, que são hilárias, parecem pastelão - lá pelos 45s.]. Será, então, que era alguma espécie de vantagem aerodinâmica?
SOU O MESMO? CLARO QUE SIM. Evoluí [ou in?], mudei em alguns aspectos, em algumas percepções, mas sou o mesmo cara. Difícil isto? Acho que siglas como DNA resumem um pouco a coisa. Infelizmente [?] não há como mudar, posso, apresentar algumas diferenças, uma criança não é um adulto, ora. Mas mudar o mesmo? Improvável. Está escrito nas estrelas [rá!]: o cultural não é algo de material [o que não diz que seja inexistente a tal da metafísica, condescendamos ao não resumir a coisa toda em termos de sinapses, e tals, embora tenhamos certeza: um dia os pensamentos serão legíveis, traduzíveis fora da mente; contudo, os sonhos, mesmo audiovisuais, ainda assim não serão palpáveis, o imaginário não será palpável].

AFIRMAR O CONTRÁRIO seria aceitar a prototipicidade, o que é impossível. Não somos moldáveis, posso aprender a me controlar, ou, de preferência, decidir do que realmente gosto, assumir minha vida como responsabilidade exclusivamente minha, tratá-la como algo importante, mas amadurecer não é uma mudança, está mais para uma descoberta [delimitação?] do cerne da coisa.

UMA PARTE DA ‘NOÇÃO’ VEIO ao conversar com alguns amigos, que foram da opinião de que podemos mudar, no que discordei. Não que eu seja igual a outrora, e essa foi uma das dificuldades para manter meu ponto de vista, a tal diferença entre o ‘igual’ e o ‘mesmo’. Não há diferença entre aquele guri e eu, somos o mesmo gabiru. O tempo, os hormônios, as vivências? Mais no mesmo!, ou melhor, as oportunidades de agir, quem sabe são efemérides?, a reação é que não pode ser distinta, não é aceitável uma outra, não é aceitável um outro eu em mim [a experiência dentro de hospícios mostra a existência desse[s] outro[s] aí, mas ninguém diz: ei, é normal ser louco - espero].

Sei lá, me vejo desta maneira, como o mesmo de anos atrás. É tão difícil aceitar, ao menos, que alguém pense ser assim?

Sexta-feira, Março 06, 2009

CAPA DE DISCO

A viagem é a seguinte: fazer a capa de um disco para uma banda que não existe. Nem sei se REALMENTE não existe uma banda com esse nome [Moyo Island], mas esse disco eles não lançaram... é um meme que ninguém me mandou e que não mandarei para ninguém. Acho.

As doze faixas do disco de estreia do M.I. [ficou legal a sigla, sounds like am I?]:

  1. chastity is no more a virtue than malnutrition
  2. vote for the candidate you dislike least
  3. you go into as a pig and come out of as a sausage
  4. a specialist who knows everything about something and nothing about anything else
  5. sometimes it has a policy, but nothing more
  6. you also, Brutus
  7. this sentence is not in spanish.
  8. as the blackest
  9. reducing the infinite to the finite
  10. is like cutting off our feet when we want shoes
  11. something yet to learn
  12. if only for financial reasons

Algumas ficaram legais. Pela diversidade dos títulos, deve ser um puta de um som lisérgico. Eis a capa:

As dicas para fazer o disco: acesse http://en.wikipedia.org/wiki/Special:Random - o título da primeira página aleatória que aparecer será o nome da sua banda.
Vá para http://www.quotationspage.com/random.php3 - as últimas quatro palavras da última frase da página formarão o título do seu disco. Ficou "allowed to give occasionaly". Bem ocasional, não? Aliás, as músicas do disco tirei daqui também, com um critério mais brando quanto à quantidade de palavras. É só ir no final da página, selecionar um ou mais tema e bote para randomizar. Cool...

Acesse http://www.flickr.com/explore/interesting/7days/ - a terceira foto, não importa qual seja, será a capa do seu disco. Ou, sei lá, a primeira, a segunda, a quinta. Mas tem que escolher o critério antes de ver as fotos, senão perde a graça.

[Picaretei as dicas daqui]

Segunda-feira, Janeiro 05, 2009

RANGO DE 2008

Bem, esse ano foi deveras desastroso quanto ao assunto LIVROS. Costumeiramente [anos passado e retrasado] deixo no final do blogue, como 'rango de ...', a lista do que vou lendo, que é atualizada aa medida que termino os livros. E foi um fracasso quase total. De qualquer forma, segue a lista:

[pela ordem] Deus, um delírio, de R Dawkins

Humano, demasiado humano, de FWN [releitura, diga-se de passagem; será que conta?]

Do amor, de Stendhal

A hitória da riqueza do homem, de Leo Huberman [o título pareceu bom, mas o autor enche o saco com análises economicas de viés marxista - isso nao seria uma contradicao em termos? Temo que seja outro zero aa esquerda]

A era da turbulencia, de Alan Greenspan.

Fraquinho, hein? Nao foi por conta de estudo [só li isso MESMO, nada em minha suposta área - direito], nem excesso de trabalho. Foi preguica mesmo. E olha que gosto pra caramba de ler. Acho que ter voltado ao orkut contribui para o parco aproveitamente das horas livres, principalmente no uso do orkut como outra coisa que nao achar amigos que nao via a tempos. Uma parte legal, é que li algumas coisas em blogues bem escritos, ou, ao menos, com idéias a ser discutidas, o que dá, sempre, prazer [pena que nao me esforco para, ao menos, escrever de maneira decente aqui no meu blogue mesmo; é que sou feio e sujo e nao tem havido esforco que de jeito para a falta de talento...]; de resto, jornais locais, revistas toscas mil. Acho que dá para fechar o caixao de alguém que afirma que o que de mais proveitoso aconteceu foi leitura de blogues, né nao? Ao menos veja-se, aa direita, quais foram eles - e os linques destes também recebem uma visitada esporádica - e, espero, constate-se que nao sao tao ruins assim...

Terça-feira, Dezembro 09, 2008

ALI TEM UM BANDO DE LOUCOS!!!

Depois que voltei ao orkut estou escrevendo meus insights [i.e. baboseiras] por lá. É mais engracado, apesar de que só se debate com fakes. Tenho que aprender que orkut é para encontrar pessoas, nao para debater seriamente sobre qualquer coisa que seja... enfim, tomara que esse blogue nao suba no telhado. A medida drástica será sair de [quase] todas as comunidades que participo, afinal, um espaco como esse daqui, apesar de nao ser grande coisa [nao o espaco, mas o que faco dele que é bem fraquinho], é algo que há muito tenho vontade de ter. Entao, cedo ou tarde [suponho que tarde], me livrarei dessa mazela orkutiana, para o bem do gagabiru [digo, da parte das comunidades e da luta para discutir os problemas do mundo via orkut. Como rede de contatos allova, é precioso o tal].

Quarta-feira, Outubro 22, 2008

O MUNDO ESTÁ CADA VEZ PIOR?

Não, não está. Está em constante mudança, mas não podemos dizer que seja para o pior. O [aumento do] individualismo, por exemplo, é apontado como um dos sintomas de que a coisa piora. Ora, mas é improvável que deixaremos de ser umbigos-com-pernas. Estamos perdendo a vergonha de sê-lo, o que, parece-me, é prova de melhora. É aquela velha comparação: se você entrar numas de amar a tudo e a todos [quem me conhece bem sabe que eu sou MEIO assim – no vulgar, otário], seus pais, sua esposa, seus filhos vão reclamar uma parte maior para eles – imagine sua mãe dizendo que gosta de você tanto quanto daquele seu primo chato: como assim amar a todos? Amor é, queiramos ou não, um troço reservado, é privilégio, é escolha.

Dizer que a vida tem piorado chega a ser exagero – e não vale torcer por uma hiper-crise, por uma hecatombe só para me desmentir. Fato: o capitalismo melhora a vida das pessoas, ou melhor, um modelo de capitalismo que mais se aproxime do liberalismo, que incentive [quase igual a ‘permita’] A CADA UM prosperar, não aquele outro, o de comparsas. Outro ponto: NUNCA estaremos no mesmo ponto de partida, isso é impossível. O que não pode é que certos resultados sejam negados a priori, e é principalmente isso o que vemos que tem mudado. Não conhecem exemplos – não em distantes livros de história, mas na sua rua, no seu bairro, ou até você mesmo, quem sabe? – de pessoas que puderam melhorar suas condições com o fruto de seu trabalho? Que, aos trinta, estão melhor que os pais aos sessenta? Ou estou viajando na maionese e as coisas só pioram, bom mesmo era em 1815...?

****piadinha****para os torcedores de Vasco da Gama, Fluminense, Atléticos Mineiro e Paranaense [bem como os paranistas], CRB, as coisas estao até piorando, mas nao vem ao caso, nao atrapalhem 'minha' 'tese'.

Segunda-feira, Setembro 29, 2008

É O LIBERALISMO INCOMPATÍVEL COM O ATEÍSMO?

É o liberalismo incompatível com o ateísmo? A defesa da igreja [cristã; por sinal, via de regra, [liberais] não gostam do islão, o que denuncia que a defesa da fé sacra por si não possui tanto vigor assim, se bem que a intolerância com o islão está mais relacionada ao [aa intolerância com] social-comunismo, ou contra um feixe [fascis?] de idéias que não facilite a vida do mercado, resumamos mal e porcamente] tem um quê de defesa dos bons costumes, um outro pouco de respeito aas ‘leis’ – enfim, a defesa do estabelecido, do homem-comum, da economia em seu sentido mais lato possível?

Ao adotarmos o liberalismo como uma teoria puramente econômica, aceitamos a formação de instituições de fé por serem economicamente viáveis. A diferença é quanto ao meu poder de, estando de fora, opinar a respeito da função [objeto?] da empresa, fato que, para um real liberal, está seguramente garantido. Imaginem que há uma empresa que propague um produto que EU considero deveras esdrúxulo. Ora, caso venda bem, não prejudique de fato seus clientes – e eles decidem, afinal, compra a m***a quem quiser – não tenho menor o direito de tentar banir a empresa de seu ramo. Mas posso, por livre escolha, achar a aquisição do produto como altamente dispensável aa minha pessoa, rejeitá-lo como imprestável, etc. E aqui alguns liberais patinam, se bem que pro societas. Explico [acho]: aqui no Brasil há uma restrição legal [eis o ‘a favor da sociedade’: não podemos viver ajuridicamente, aeconomicamente, ou seja, idealisticamente] quanto ao ‘discordar’ da sacralidade de Deus E poder externar tal descompromisso, bem como, simplesmente, desconsiderá-lo como hipótese decente, o que, isso sim, ofende princípios liberais, não sei como um liberal pode dissociar um entendimento legítimo do direito de externá-lo; mas, talvez por uma [promíscua] proximidade com a tal da, err, empresa, vejo alguns ‘liberais’ defenderem esse protecionismo indevido [inclusive no que diz respeito aa isenção de alguns tipos de impostos. É um claro favorecimento a determinado setor, mas, como existem favorecimentos mil...], esse instituto não-liberal, e, alguns mais fervorosos, indicam até o Código Penal a sustentá-lo.

Mas quero pensar que esses liberais estejam apenas arraigados em sua crença imaterial, estejam a defender o vizinho, a tia, a vó, suas próprias idas aa igreja, a defender filosoficamente seu dízimo. Ora, não há como me impedir de ficar estupefato com o fato de que alguém 'esclarecido' entre em um templo e aja fervorosamente como se o além estivesse 'de olho', ou ore aa noite, antes da refeição, para ajudar na cura de um parente, sei lá. Quero que, apenas, sejam liberais de vez, asseverem simplesmente que a opcao é economicamente aceitável, que o suporte material [$$$$] dado é por crença, ainda que infundada empiricamente [mais conhecida como fé], ou, até mesmo, caridade [esse é O motivo, acho, mas se precisar acreditar no URI ou no MVE for indispensável ao embalo do caridoso, nao restam muitas dúvidas que há mais hipocrisia que outra coisa em jogo. Ser ou parecer, eis a questao. E se papai-do-céu nao fosse onisciente, prefeririam colocar veneno no sopao dos mendigos? Prefeririam NAO dar o tal sopao? Cartas para o Vaticano, por favor]. Mas o que me obriga a referendar sua crença com, no mínimo, meu silêncio? Aliás, caridade alardeada em nome de C****o nao é vitupério, tal qual um auto-elogio? Tirando a parte economica da coisa [ou: o simples fato de NAO ser inviável ou maléfica economicamente], para que serve uma igreja HOJE EM DIA?

Quinta-feira, Setembro 18, 2008

VAI DEMORAR UM POUCO MAIS MANO DJOU

RELI as anotacoes que tinha feito e a coisa está um tanto quanto desmembrada, parece mais o Tiradentes. Posso te dizer que passa por enxugar o funcionarismo público e desvincular o governo da figura do grande salvador e responsavel pelo bem-estar de todos nós [que nem G-zuz, :p].

AQUI estao dois linques com a fonte de minha 'inspiracao' para o tema, apesar de eu ter procurado me deter no aspecto municipal da coisa [um dia a merda sai. Pretendia que fosse hoje o fim dessa prisao-de-ventre, o JOURNAL do título passado referia-se a essa continuidade; e o municipal, mais especificamente e do modo como estou tentando evacuar, é relativo aa Maceió]. Dá uma lida geral no blogue do caboclo que é muito bom [está nomeado como salsicha aqui ao lado, entre os liberais AFU], agora o cara discute a tal da crise financeira e a culpa da intervencao do FED [Greenspan] no desenrolar da coisa. Totalmente o contrário do que a nossa política local [e economistas chapa-branca] apregoa.
****** A DESPEITO da última frase, aqui vai uma [boa] defesa da intervencao - e um tango aa espera do réquiem,, pela mesma mao.

Quarta-feira, Setembro 17, 2008

JOURNAL

O GAGABIRU é, a princípio [por princípios também], datadamente repulsivo, feio e sujo. Minha virulência contra o sobrenatural me faz perder importantes aliados [os liberais brasileiros, I guess], mas já tentei dar a entender que a sobrenaturalidade e parente da superestrutura social-comunista, essa, sim, facilemente reconhecida como inimiga [dos liberais]. Não faz mal, troco a convivência com todos os ‘crentes’ vivos por uma tarde com Nietzsche ou Voltaire, fácil, fácil.

ALIÁS, ao declarar guerra ao socialismo, também perco um bom tempo digladiando com a esquerda alagoana [que é bem ‘encabrestada’ por ideais anti-capital, mas com boas intenções e, afinal, possuem os mesmos inimigos que eu: a direita alagoana]. Fazer o quê, ficar calado e dar uma de defensor das igualdades contra as contradições materialistas? Não, bastam as leis para fazerem-nos iguais e o mercado para DIMINUIR diferenças sociais.

O MÍNIMO QUE POSSO FAZER – e tenho feito, limitado por minha gritante incompetência – é coletar linques de profissionais gabaritados aa opinar a favor do mercado [do lado direito de quem visita o blogue, abaixo das tocas e emboscadas]. Não me importo em servir de bucha-de-canhão para eles, e só o que estou habilitado a fazer, a propagação [não é bem esse o termo, a world wide web não funciona em ondas, está mais para exposição, quem quiser que vá atrás – e, se for, acha] dessas idéias é importante, e aqui cabe um elogio aa Vejja, pelo bias de viés liberal que, combinado com o alcance da mesma, tem sido uma trincheira de peso.

PROVAVELMENTE AMANHÃ voltarei aa carga contra as idéias comunas, tudo no plano do amadorismo, logicamente. Para informações melhor embasadas, clique nos linques liberais.

Sábado, Setembro 13, 2008

FUSSBALL

ALGUMA COISA FICOU DA COPA PASSADA. Fussball. Grandes merda, nao sem nem pronunciar, mas o tema esportivo recarregar-se-há [mesóclise!!!!! Em um blogue!!!!]. Convidei um amigo [logo, logo deve publicar alguma resenha] para escrever e ele se prontificou a colaborar. Mas deixou a impressao que só falaria sobre futebol. Estou aguardando Dr. Jeobada, mas nao venha negar que o ASA é o campeao da década [aqui nas Alagouas, bem visto]

Segunda-feira, Setembro 01, 2008

QUAL O INCENTIVO PARA DISPUTAR AS OLÍMPIADAS?

ESTAVA ELUCUBRANDO [el culo obrando] sobre o que queria ao criticar aa grande China e ao torcer para os EUA nas Olimpíadas - hum, sou pé-frio - e o que li na última Vejja, sobre o tal do 'capitalismo de comparsas', enquanto media o desempenho brasileiro nos jogos [espasmos, confusao mental, tosse]...

E NAO É que o nosso time olímpico é justamente reflexo desse tal 'capitalismo de comparsas'? Notem que o problema sao os comparsas e nao o capital, assim como em uma 'fraternidade dos pilantras' ou numa 'confraria dos feladaputa', o problema nao esta nas fraternidades ou confrarias, oras.

EM NOSSO CASO, a eterna dependencia das federacoes [ou patrocínio-esmola, pai-trocínio, caridade mesmo] é o que reflete a bosta que é a coisa toda. E parece que vemos como 'modelos' os casos de China, Cuba, antiga Europa Oriental, lugares onde o dinheiro para bancar atletas nao é o problema, mas nao sao la 'aquela' maravilha pra GERAL [ou: todo o resto da sociedade que nao for atleta ou da tchurminha burocrata].

O caso americano, é um pouco diferente [vamos ficar com os EUA para irritar os comunas mais um pouco. hehehehehe]. Universidades [privadas, tem essa diferenca] treinam atletas. Clubes fortes bancam equipes [verdadeiras empresas, nao essa bagunca administrativa que temos aqui, onde clube-empresa é mérito - em vez de requisito. Mistura demais com a política, acho. Em que meio mais os EXPERTS sao verdadeiros amadores na arte de fazer algo que preste?]. Já as federacoes nao bancam atletas, existem campeonatos fortes [cotas de tv e premios por desempenho em campeonatos pagos POR EMPRESAS PRIVADAS] e elas meio que só fazem o burocrático [pense na federacao de surfe, na de tenis, ...], quem quiser que monte sua equipe competitiva, de acordo com O INTERESSE DE QUEM PAGAR POR ISSO [novamente: quando escutar a palavra governo NAO imagine um cofre cheio da grana para quem chegar primeiro!!!]. Ponto, parágrafo.

Talvez por isso os EUA nao tenham um judo forte: falta de interesse PRIVADO; ou seja, nao tem judo por nao se EXIGIR que a federacao arrume atletas, coloque-os para treinar, competir, tudo aas próprias expensas, o que acaba causando mendicancia pro governo [lá nao, mas aqui... affff], ou dependencia de pequenos patrocinadores para bancar um evento que nao tem GRANDE alcance. O futebol feminino é assim, o voleibal, o basquete, o baseball, a natacao, o nado sincronizado, o polo aquático [esses de piscina, todos universitários!!!], o tenis, o atletismo: nenhum desses depende do gobierno [e a ginástica, o tiro, avela, o hipismo, o boxe? fiquei com dúvidas, mas...]. No Brasil, os clubes de futebol - que possuem políticos demais em seus quadros, daí a parcela de incompetencia, PODEM APOSTAR - volta e meia tentam brigar com a CBF [mais política desse lado, arre égua!!], negociar por si as tais cotas de tv... e, vai-nao-vai, esse dinheiro [mais o dos patrocinadores quem pagam de acordo com o grau de exposicao do produto] é que utilizado para estimular a formacao de atletas. A CBF só colhe o que jamais plantou.

Uma comparacao. O volei de praia. Lá, como aqui, os atletas vivem de resultados [$$$$$$]. A diferenca é que nossa liga é patrocinada pelo Banco do Brasil... no Volei de quadra masculino, quem pode joga fora do país. No feminino, os clubes mudam de cidade, de nome, tudo de acordo com o patrocínio - o que nao tem nada demais, é o jeito da coisa ser economicamente viável, oras. É o espírito da coisa comecando a pegar. Resumo da ópera: pague a conta quem tenha o interesse, NAO O CONTRIBUINTE EM GERAL. Será isso a invencao da roda? Ou o interessante é o método chines, que é, afinal, CAMPEAO OLÍMPICO [o que, no fundo, mostra pra que lado vai essa misturada governo-federacao-atletas]?

Sábado, Agosto 30, 2008

O BRASIL E O ‘CAPITALISMO DE COMPARSAS’

As paginas amarelas da Vejja desta semana trazem uma entrevista com o economista americano James Roberts, que é coordenador do índice de liberdade econômica da Heritage Foundation, que promove políticas liberais. Vou transcrever um trecho em que o cara mata a pau qualquer argumento marxista-leninista-socialista, principalmente no que tange à ladainha de que o Estado forte, paternalista é a grande solução para a miséria.

Pergunta [que não quer, não deve calar]: A pobreza diminui nos países com liberdade econômica?

Reposta [um direto no estômago dos comunistas de plantão]: Ao dar oportunidades para que a população mais pobre prospere, a liberdade econômica é boa para todos. Quando esse conceito é implementado, a elite política fica impossibilitada de usar a maquina estatal para ganhar vantagens econômicas, o que sempre ocorre em prejuízo dos mais fracos. Essa situação terrível é o que chamamos de ‘capitalismo de comparsas’. Nos países onde essa prática é institucionalizada, os governantes e seus amigos sobrecarregam a população com burocracia e pesados impostos com o objetivo de massacrar os empreendedores, que vêem como ameaça. Quando, por outro lado, existe liberdade, o poder econômico não está sujeito a forças políticas e sociais. Pequenas e médias companhias privadas, que são a espinha dorsal de uma economia e produzem a maior parcela dos impostos, têm melhores chances de crescer. A liberdade econômica é uma doutrina REVOLUCIONÁRIA [grifo meu] que desafia o status quo e os que querem utilizar o poder em proveito próprio. No longo prazo, sua aplicação produz mais prosperidade, mais igualdade de renda, mais empregos e reduz os níveis de pobreza

Sábado, Agosto 23, 2008

O SUCESSO DO PARTIDÃO

Não deveria escrever sobre olimpíadas antes de acabarem os jogos, mas escrevo sim senhor, e motivado por uma assunto, err, lateral: a onda anti-américa está diminuindo. Digo, em mim. 2008: pela primeira vez [estou a uns meses dos trinta] não estou torcendo contra os EUA. Pensei melhor, e vi que uma mega-olímpiada não quer dizer que a China é legal [assim como um Pan bem-feitinho não noz diz que o Rio de Janeiro continua lindo]. Mas, ao que parece, fudeu tudo, os EUA vão levar menos medalhas de ouro que a China. Mas ainda levarão muitas. Um resultado expressivo. Eles e que não estão acostumados a serem os segundos. Tipo, mal-comparando, depois de Spitz e no ano de Phelps, o Brasil ganha a primeira de ouro na natação [mas o cara fez um tempo ANIMAL, 21,30s]. já no atletismo, o jamaicano Bolt fez uma cavalice nos 100 e 200 metros rasos. E, nos 100, ainda parou pra tirar onda, enquanto nos 200 quebrou o inquebrável [?] recorde de Michael Johnson. Mas, do jeito que a China é, duvido nada a piscina ter 49,75m, a pista de atletismo uns 398m, enfim...

É o seguinte, os EUA não são perfeitos, e a treta é justamente esta, não há a perfeição. Difícil né? O capitalismo não e um sistema planejadinho, ele acontece naturalmente, esta sujeito a falhas, como nós. Essa coisa de perfeição, de uma super-estrututura onde tudo é certo e bonzinho, fica para os bitolados da Igreja ou de Marx, há uma grande diferença entre estimular a crescer sempre, a sempre buscar o melhor ou, simplesmente, dizer que existem ‘modelos’ e que você deve se ajustar a um que tudo fluirá facilmente. Os estadunidenses [sim, também já li Caros Amigos um dia e ficava puto com a Veja neo-liberal, que quer deixar os pobres mais pobres e os ricos – bem, mais ricos. Essa última parte, dos ricos mais ricos, ate já deixei de ver como coisa negativa. E pobres mais pobres... num sei, acho que a coisa não está assim, PIORANDO. Classe média na veia!!], por exemplo, também utilizam o protecionismo, talvez [?] não exista esse negócio de livre-mercado. O problema é a perfeição aa chinesa [ou comunista, mais claramente. A palavra planificação diz muito: você não é nada, o social é tudo. A revolução cultural por lá foi coisa de louco. Tipo, depois que MAO chegou ao poder e havia uma GERAÇÃO INTEIRA de jovens que se criou sob a lavagem cerebral comunista, e esse pessoal simplesmente fez a ‘revolução’ [aspas? Mas revolução é assim mesmo], destruiu tudo que não fosse de acordo com a cartilha, incluindo pessoas nesse meio. Umas centenas de milhares de gatos-pingados, coisa pouca.], essa que induz um bilhão de pessoas a trabalhar como animais, balançar a cabeça igual catenga, só afirmando. E ai de quem não concordar.

Tipo, a abertura: foi ducaraio. Mas é diferente um troco bem-feito por abnegação dos voluntários, ou o preciosismo de profissionais muito bem-remunerados para tanto. Mas sabemos que, lá, não foi bem assim. Não combina com o método chinês. Assim como não comemorei o Pan do Rio, também não fico alegra com os jogos de Beijing. Posso, ou sou só mais um chato do-contra?

Segunda-feira, Agosto 04, 2008

UMA ATUALIZACAO VALE MAIS QUE MIL PALAVRAS

SEM AUMENTAR A FISCALIZACAO, poderia ser o novo slogan do DETRAN.

Quinta-feira, Julho 03, 2008

PEGA NO MEU BAFÔMETRO

Algumas considerações sobre a nova lei que achei no gustibus [ou cria ou copia, já dizia num sei lá quem; os linques daqui levam a outros lugares, mas os achei por lá]. É o seguinte: o que é mais fácil, fazer uma nova lei e comprar milhares de bafômetros a mais de cem dólares cada [e, logicamente, fazer causar ‘aquele’ frisson que tenta dar a sensação de que o governo está trabalhando para nosso bem-estar; digo: eu, particularmente, já sou bem grandinho e não só sei o que devo ou não fazer, como sei que, se escolher fazer o errado, deverei [chama-se primeira pessoa] pagar por isso. Parece difícil de aceitar?], ou, simplesmente, aumentar a fiscalização, pois, vejam só, já havia proibição contra dirigir alcoolizado? É fato que a fiscalização, nesse inicio de lei, como em todos os outros inícios, será redobrada. Mas depois diminui, vira só coisa de carnaval, e tal. Mas, que tal, mesmo sem mudar a lei, fazer com que a vigilância seja constante? Mas aí tem um problema: muita gente bebe na balada, e, o cúmulo, você acha que os neguinhos tão a fim de fazer blitz de madrugada, em áreas de lazer – pois há quarteirões inteiros dedicados aos prazeres da noite? Jamais né? Horário comercial, pelamordedeus. Para ilustrar , vamos com um fato aqui das Alagouas. Temos um restaurante famoso por aqui, point dos riquinhos e afins [e também dos nem tão ricos mas que querem aparentar alguma posse]. Em frente ao restaurante tem poucas vagas para estacionar, mas do outro lado da rua é proibido. Mas nego estaciona mesmo assim, lógico, você sabe com quem esta falando? Época dessas, o DETRAN resolveu aparecer toda noite para multar os carros que paravam da maneira errada [o que já é escroto, faz parte daquela técnica de, em vez de ficar na esquina para evitar que alguém entre na contramão, o guardinha fica um pouco depois para multar o infrator [ou, talvez, muito raramente, receber uma propina]. Ou seja, o interesse não é EVITAR o erro, mas penalizá-lo - $$$$$]. Mas, surpresaaaaaa, não durou mais que uma semana a tal da operação. Reflexo da incompetência de nossos dirigentes? Também. Mas ninguém me tira a sensação, inclusive pelo local ser o bãbãbã que eu descrevi acima, de que os caras MULTARAM A PESSOA ERRADA, o que gerou esporros e o fim da coisa. E, provavelmente, as duas coisas [incompetência e ‘sabe com quem esta falando’] geram a incapacidade para que, simplesmente, aumente-se a fiscalização.

Quarta-feira, Junho 18, 2008

cidadao do mundo

vi o técnico de futebol josé mourinho utilizar o raciocínio de que um técnico estrangeiro no portugal teria que ser acima da média. se fosse um técnico normal, deveria ser dada preferencia a um luso. também a Cistoé desta semana traz uma chamada relativa aa compra da varig. teve uma coisa esquisita, parece que houve uma proposta maior por parte dos ex-funcionários, embora com crédito que foi considerado impróprio para a capitalizacao da empresa, seja pela intervencao no fundo de pensao ou pela determinacao de que o dinhero do leilao seria utilizado, err, pro fisco.

enfim, um tal de lap chan, chines, comprou a varig por valor inferior a 10% do pretendido pelos ex-funcionarios. o problema - do ponto de vista editorial, diga-se de passagem - está na chamada para a matéria aludir aa preferencia do pt por um chines em detrimento de brasileiros. simples assim. ou seja, o mesmo tipo de problema levantado por mourinho. basicamente, dá a entender que se fosse o mesmo caso, mas com a proposta menor feita por brasileiros, nao haveria nada de errado, seria uma mera protecao do capital nacional, do valor do investidor brasileiro, que chines porra nenhuma, ja sao quase dois bilhoes no mundo. esses argumento sao, todos, [ultra-]nacionalistas, no melhor estilo careca. e, no entanto, posam de defensores de algo bom, saudável. como assim? e se o belenenses quiser contratar o tite? nao pode? tem outros burros retranqueiros por lá, mas com a sorte de serem lusos, ó pá? e daí? e no caso ca varig? o problema foi o cara ser chines? até parece que foi por o brasil nao concordar com o regime chines, com os direito rumano [ou a falta de] do povo chines... parece mais chamada da tititi, da minha novela, ou ate da sonia abraao, da goldschimdt, saqualé, aquele sensacionalismo que, na prática, nao tem nada a ver com a relevancia.